RevisTTa

(MOMENTOS ETERNOS)

  Romeu e Julieta

Edição TTNeves - Arte Rivkah

Editorial
Ah, o Amor tão decantado em prosa e verso
neste mundo virtual .
E existe tantas formas de amar,tantos tipos...

Pensem num jardim, se está localizado numa região úmida
de solo  rico ou numa região pobre e seca, cada um está capacitado para  fazer germinar o tipo de planta mais adequada ao lugar...
 
As flores serão de famílias diferentes,
mas nunca menos belas nas diversas estações.
Cada uma oferece beleza  própria.
É assim que o amor deveria ser visto e sentido
 em cada fase da vida, dentro do próprio relacionamento,
o solo se modifica e só aceita as sementes que a ele se ajustam.
 
A paisagem pode mudar, mas não a magia .
A estação pode mudar mas não o ser
mesmo em constante mudança ...

O jardim se refaz naturalmente, se os jardineiros estiverem atentos 
as diferentes espécies das sementes de amor...

Estamos sempre tentando defini-lo, encontrá-lo...

Em homenagem a este sentimento que vive a tranbordar
optamos  por recordar  esta famosa história
de William Shakespeare.
 

Maria Thereza Neves

Poetas
José Geraldo Martinez/ Silvana Duboc/Cosmo/Wainy/Edimo Ginot/Mavi Lamas/Amiguel/Helô Abreu/Plínio Sgarbi/Eneida de L Lemos /Elane Tomich/SussuLuz/Edmen/Andre Luis Aquino/Luiz Guerra/Aisha/Zelisa Camargo/Paty Essinger/Vilmar Pirituma/Jorge Linhaça/Cleide Canton/Elisa Santos/Zilca P. Triicerri/Sonia Pallone/Wilson de Oliveira Carvalho/Arneyde  Marcheschi /Josemir Tadeu/Luli Coutinho/Lisieux/Guida Linhares/Marcial Salaverry/Mário Jorge/José Augusto Sapienza Ramos/Calixto/
Wallace Pacheco/Angela Lara/
Varter Figueira/Anna Paes/Tania Lemke
 
 DESDE O ONTEM ...
José Geraldo Martinez

Desde os primórdios da existência terrena
eu a amo.
Você não percebe meu amor, estamos juntos
há muito tempo e assim muitas reencarnações temos vivido...
Já olhamos para as mesmas estrelas, a mesma lua de muitas vidas.
Das cavernas saímos primitivos!

Andamos por toda estas terras e matas,
com certeza brindamos o descobrimento
do fogo...
Quando o homem imaginava um fim
da vida,
estamos nós aqui de novo!

Não é casualidade nos reencontrarmos
 e neste mesmo círculo, estarmos renascidos...
Terá um fim, amor de mim,
quando nossos compromissos se fizerem
cumpridos!

Na espiritualidade trabalharemos,
junto a legiões de espíritos de luz...
Lá o amor sentiremos,
de mãos dadas seguiremos,
no comando alegre de Jesus!

Não se assuste longe de mim e
nem tenha medo do agora!
Com o tempo, há de voltar para mim,
como fora minha um dia, outrora ...

Os braços que hoje a amparam,
fazem parte do nosso quadro evolutivo.
São compromissos também assumidos
em nosso círculo reencarnatório,
que hoje, pagamos!

Saiba, meu amor:
você é minha e eu sou seu.
Desde os primórdios da existência terrena
nos amamos!
**********
QUE SEJA...
 Silvana Duboc

Que seja firme e sólido enquanto durar,
que seja verdadeiro até o dia de acabar.
Que seja calmo e transparente,
simples e diferente.
Que seja maior que as dificuldades,
intenso e sinônimo de realidade.
Que seja perfeito
e ainda assim possa ter os seus defeitos.
Que seja minúsculo aos olhos dos outros
e um gigante quando estivermos um diante do outro.
Que seja duradouro
enquanto valer como ouro.
Que seja importante
e que transforme cada problema em algo insignificante.
Que seja como uma manhã ensolarada
e uma noite enluarada.
Que brilhe tanto como o sol e a lua,
que perpetue na minha vida
e, também, na sua.
 
******** 
 
Romeu e Julieta

Romeu e Julieta é uma das mais importantes obras de William Shakespeare, ao lado de Hamlet. A peça narra uma tragédia, a história de amor entre dois jovens de famílias rivais, os Montecchios e os Capuletos. Seu título original é The Most Excellent and Lamentable Tragedy of Romeo and Juliet.
Tabela de conteúdo
************
Amor
COSMO

Amor se costrói no dia a dia
 na verdade de você
 no suspiro de prazer
 na vontade sem querer
 no momentoe  para sempre
 na presença e na ausência
 espera do amor
 beleza de pintura
 clareza de emoção
 engasgo sem palavras
 transplante da força
 coragem de viver
 espaço sideral
 bolinha de sabão
 tudo,tudo...
 misturado
 num só coração.
 Amor é isso
e mais que isso
 Amor é dicionário, enciclopédia
 obra rara
 esculpida em várias formas
 escrita em todos os idiomas e dialetos
 AMOR.

*********
 
CORAÇÃO TEIMOSO...
Wainy

Tenho um coração
Estranho
Teimoso
Que nunca aprende
Os caminhos da razão

Tenho um coração
Sem juízo
Que só quer amar
Mesmo que sempre
Me deixe a chorar

Tenho um coração
Que não me respeita
Que não aceita controle
Apenas me conduz
Nas asas da emoção

Tenho um coração
Que me machuca
Que nunca desiste
Que não abre mão
De te amar...
***********

Fontes
Ao contrário do que se acredita, a trama de Romeu e Julieta não foi inventada por William Shakespeare. Na verdade, a peça é a dramatização do poema narrativo de Arthur Brooke: "A Trágica História de Romeu e Julieta" (The Tragicall History of Romeus and Juliet), de 1562. Shakespeare seguiu o poema de Brooke de forma relativamente próxima, mas enriqueceu sua textura adicionando detalhes tanto nos personagens principais quanto secundários, como com Mercutio.
O poema de Brooke também não era original. Em última análise, ele deriva de uma história de 1476, de Masuccio Salernitano, Mariotto e Gianozza, em Il Novelino. Luigi da Porto deu a forma moderna em Istoria novellamente ritrovatta di due Nobili Amanti, dando o nome de Roemeu e Julieta (Romeus e Giulietta) aos personagens principais e mudando a história original de Siena para Verona. Matteo Bandello adaptou a história para inclui-la em Novelle, de 1554. O poema de Brooke é derivado do texto de Bandello.
De modo geral a história de amantes com destino trágico tem paralelos com muitos contos similares em diferentes culturas, incluindo Tristão e Isolda, Pyramus e Thisbe e outros.
 
do amor
Edimo Ginot

do amor
muito se diz...

todo mundo
quer ser mestre
onde só
tem aprendiz!
********
AMOR MADURO
Mavi Lamas

Foi deste modo que se encontraram
Em silêncio tinham amado por séculos...
Tarde demais...
Tarde demais na cronologia interior
Tarde demais no tempo linear
Tarde demais no amor...

Em seus rostos
Os sulcos que o tempo 
Já começara a cavar
Davam-lhes um ar de sobriedade
Agora iluminados pelo amor
Logo se sentiram...
Inocentes...isentos...sem culpas...

Se encontraram
E a adolescência ressurgiu
Nos arroubos próprios da idade
Atitudes inconsequentes e impulsivas
Mescladas de coragem e saudade...

O destino nas suas brincadeiras
Coloca um frente ao outro
Dois seres conscientes de seu passado
Na plenitude de seu ser
E germina a centelha do amor
Explodindo o desejo e a sensualidade

Não falam de saudades sem sentido
Nem de lembranças perdidas na mente
Só se aninham e adormecem
Nos braços do outro somente...
Na molecagem das sagradas entregas
Se tornam por alguns momentos
Irresponsáveis e inconsequentes

Passam a ser presas fáceis
De decisões apressadas
Principalmente de sentimentos apaixonados
Se amam como se fosse a primeira vez

Sonham e passeiam
Em restos de florestas
Onde possam se amar sem culpas
O cheiro do mato verde a lhes envolver
E acima pedaços de céu azul

E a felicidade: tão evidente
Tão ao alcance da mão
Que parece disperdício que toda a gente
Não viva assim... sem medo... e sem culpa
Não têem medo de perder nada
Porque nada de seu possuem...

Para eles o amor só  sobrevive
Quando existe a esperança
Então se entregam de corpo e alma
Com os sentidos todos  aflorando
Até o transcender da vida
Desse amor maduro ...

Descobrindo juntos a magia contagiante
Da implosão do desejo
Na paixão alucinante que nasce
Adormecendo no manto azul da noite
Para acordar abraçados
Numa manhã brilhante...e coniventes
Como se fossem jovens adolescentes!
E disponível para eles : o mundo 
***********


Trama
A peça começa com um prólogo de 14 linhas na forma de um soneto. O coro explica a audiência que a história é sobre duas famílias nobres de Verona, Os Capuletos e os Montéquios, que estão em feudo por gerações. O coro também conta como o trágico suicídio dos amantes "enterra a luta dos parentes" ("[buries] their parents' strife,"), terminando com o conflito.
 
ASSIM
Amiguel

O que está em mim
Jorra como um vulcão
Pela força do coração
Nunca senti nada assim.
Estou só, abandonado
Estou feliz, preparado
Tudo fiz, esperançado
Sem dó, reconfortado.
Assim no meu destino
Assim te espero
Sem desespero
Aguardo por teus braços
Teu carinho amor.
Tua ternura
Teus beijos
Com fervor.
Fazer-te feliz
Assim quero
Sem desespero
Assim.
***********
Último Olhar
Helô Abreu

No cais um ultimo olhar
saudades já em mim doía,
Solidão em mim fica a chorar..
O vento levou- me os pensamentos..
não que os quisesse roubar,
mas porque assim ninguém o pára,
ninguém mais ouvirá
o que nos dissemos um dia.
Triste dia de partida
Mas bem cá dentro sabia
que para ti eu voltaria...
Retornei a ti Lisboa
No volta admiração
estás mais bela princesa
e eu mais feliz ainda
nova vida
um grande amor....
Renovamos...
Agora é para sempre
Sempre estivestes em mim
E sempre em mim estarás
Pois
Tu Princesa és meu cais
E tu amor meu  as amarras
Que muito docemente
me mantém aos dois atada.....
**************
Melodia de nós dois
Plínio Sgarbi

está ouvindo...?

ouça a melodia
de nós dois
sintonia existe
partitura
entender
que nada...
a harmonia será afinada
e depois
o ritmo
esquecer jamais
o que fazer da sinfonia
saudade dos sons
que ficarem a mais...?

Discussão
Na peça, Romeu e Julieta se apaixonam. O amor porém, é impossível, pois as famílias vivem em um feudo mortal.
A peça é provavelmente a história de amor mais reconhecida da literatura ocidental. Dezenas de adaptações foram criadas para o cinema e teatro, incluindo transcrições fiéis e obras apenas inspiradas na história.
 
Detalhes
Eneida de L Lemos

Um afago,
neste momento uma recordação.
Detalhe pequenino,
num simples tocar de mão.
Invadindo as profundezas da alma,
arrebatando para longe o coração.
Em um simples afago,
 lembrança  de quem se  ama.
O toque fazendo a diferença.
Detalhe!
Sentido apenas,
por quem carrega na alma...
A força de uma verdadeira paixão.
**********
Olhar
Elane Tomich
 
Apenas um suave ruído
sobrou da movimentação
das sombras .O verbo puído
não fora suficiente garantia
de eternizar a divisão
do tempo em mais que dia pós dia..
Uma vez que não me fixou
em teu  azul que me fitou
que não era de amar
 apenas, vago, vago, olhar. 


ROMEU E JULIETA
(Resumo)

Ato I. Cena 1: No mercado de Verona
Romeu, filho dos Montéquio, tenta sem sucesso declarar seu amor a Rosalina e é consolado por seus amigos Mercúrio e Benvolio. As pessoas começam a se encontrar no mercado, e uma discussão ocorre entre Tebaldo, sobrinho dos Capuleto, e Romeu e seus amigos. Os Capuletos e os Montéquio são inimigos eternos, e por isso, logo se inicia uma briga. Os Montéquios e os Capuleto lutram entre si, até que são interrompidos pela chegada do Príncipe de Verona, que tenta dar fim à hostilidade existente entre as duas famílias.

 SE VOCÊ VIESSE ATÉ MIM
*SussuLuz*

Se você viesse até mim,
Nenhuma pergunta eu faria,
Olharia em seus olhos com alegria,
Com amor lhe abraçaria.

Afagos e carinhos eu lhe daria,
Ofereceria meus lábios,
para receber seus beijos
que sei, seria com desejos.

Viveríamos um momento especial
como outro não haveria igual,
seria o nosso momento,
esqueceríamos do tempo,
ficaríamos juntos do anoitecer,
até o amanhecer.

Não falaríamos  do passado,
pois ele é página virada,
nem do amanhã, pois ele ainda viria
Esqueceríamos do mundo lá fora,
mataríamos nosso desejo de agora.

Faria do meu corpo seu jardim,
seria rosa, seria cravo, seria jasmim,
seria menina, seria mulher,
seria o que você quiser.

Se viesse até mim,
com certeza eu lhe amaria até o fim.
**********

ENTÃO AMOR NÃO ERA
Edmen

Quando um amor chega ao fim,
é uma perda irreparável.
É uma tristeza evolutiva, crescente.
É um carrossel numa espiral decadente,
onde só o coração sente.
Perdi eu, perdeu você,
perdemos nós,perdeu o amor.
Não existem reparos nem consertos
 para esse tão grande desacerto,
 para essa imensa dor.
Essa dor que é tão minha,
tão sua, essa dor de amor.
Se o amor chegou ao fim,
jamais conseguiremos entender
 e nosso coração compreender
um amor assim.
Então amor não era,
foi apenas um lindo momento
de um devaneio em pensamento.
Talvez  um desabrochar de um amor, semelhante a uma flor
 em plena primavera,
que desbotou e tristemente logo murchou,
então amor não era.

Ato I. Cena 2: A sala de Julieta na casa dos Capuleto
Julieta, brincando com sua ama, é interrompida por seus pais. Eles a apresentam a Paris, um rico e jovem nobre que pediu sua mão em casamento.
 
Amar a distância.

Andre Luis Aquino

 

Amo o que restou dos amores em mim...e os meus olhos já não alcançam mais.
Sinto saudades e essa capacidade de memorização das pessoas que amamos e sentimos falta acentua ainda mais esse sentimento. Simplesmente porque os traços de quem gostamos reaparecem mais tênues e embotados em nossa memória.A pessoa objeto de nossa saudade torna-se uma espécie de mito.Temos e não temos a sua presença, a memória torna presente, dentro de nós, aquilo que está ausente do nosso redor.A saudade é a memória do coração.Chegamos mesmo a sentir saudades até do que não aconteceu, do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que pensamos que vai ser, saudades das idéias e sonhos que não se realizaram.É como naquela canção do Fábio Junior: “Choro por tudo que a gente não teve, por tudo que a gente não realizou”.A história do meu sexto amor mostrará que tudo foi como um incêndio e essa saudade que eu sinto agora são as cinzas.Todo amor é ímpar por causa do par que une.
Eu nunca a tinha visto na minha vida, ela era uma amiga de uma amiga minha, saímos juntos e fomos a um bar beber cerveja.Em nenhum momento vi nela o vislumbre que nos apaixonaríamos ou então que nos tornaríamos namorados e ela também não viu isso em mim.A noite transcorreu normalmente naquela mesa, as conversas foram sobre coisas banais.Mais tarde resolvemos ir à casa da nossa amiga em comum.Passamos a noite conversando na janela do prédio dessa amiga e quando amanheceu achei que já era hora de ir para casa, mas na hora de me despedir dela com um beijo no rosto senti uma vontade inexplicável de beijá-la na boca, foi um ato quase que impensado, talvez um reflexo de algo dentro de mim.E foi aquela explosão, nos beijamos com tanta força que nos jogamos no chão e rolamos pela sala.Foi uma manhã de muito amor aquela.
E nosso amor começou assim e eu a chamo poeticamente de Mairica porque é assim que sua tia sempre a chamou carinhosamente.Neta de um grande artista, Mairica guarda em si uma sensibilidade e uma aparência muito italiana.Dona de um carinho e de uma pulsão de mãe.Dona de um amor que invade, toma conta e deixa marcas do tipo daquelas que nunca mais se apagam.Nós tínhamos uma música que pensamos ser só nossa, uma do          Cidade Negra que dizia assim:“O que é que eu vou fazer agora,se o teu sol não brilhar por mim ,num céu de estrelas multicoloridas existe uma que eu não colori ,Forte, sorte na vida, filhos feitos de amor...”
Nossa relação sempre foi muito intensa, brigas homéricas e momentos de amor inesquecíveis. 10 Anos se passaram e tudo parece ter acontecido ontem.Chegamos mesmo a nos tornar noivos e hoje ainda vivemos na mesma cidade, mas nunca mais nos encontramos.A não ser uma vez que lá de cima da Pinacoteca eu a fiquei olhando durante horas numa exposição do seu avô.Ela continuava linda, mas não quis falar com ela, foi como diria a canção do Skank “Prefiro continuar distante”.
Mairica foi mãe dos meus filhos que ainda não nasceram, mas que ainda são sementes no meu coração.Sinto saudades dela mesmo sabendo que ela está tão longe e tão perto ao mesmo tempo...
**********
Ah! todos esses sonhos...
Luiz Guerra

me chega assim o teu rosto
no tormento de espera e palavras proibidas,
chão de espelhos quebrados,
exílio precoce de tantas noites,
ah! todos esses sonhos roubados ao tempo,
todos esses sonhos de desespero


Ato I. Cena 3: Fora da casa dos Capuleto
Os convidados chegam para o baile oferecido pela família. Romeu, Mercúrio e Benvolio se disfarçam com máscaras e decidem ir em busca de Rosalina.

 

Amor de primavera

Aisha

 

 

Vem de longe a brisa que toca meu corpo,

traz o cheiro, o mesmo que me amou.

Entrego-me em pensamentos, soltos em ventos,

busco sua imagem, a mesma que se revela

em ares de cores tingidos de primavera.

 

 

É seu céu que pinta minha terra de azul,

a cor dos mares que em ondas trouxeram você.

Também é azul o sonho que o sonhei,

vindo com asas de marfim, arcanjo da noite,

amou meu  desejo no mesmo amor que o desejei.

 

 

Canta o vento em meus ouvidos,

no mesmo tom dos sussurros seus,

falando-me do amor que em gotas de orvalho

corre entre meus seios nus,

tirando-me os sentidos ao percorrer meus atalhos.

 

 

E sigo em brisa pelos campos do seu corpo,

colhendo em ventos o amor germinado em mim.

Sou a terra acarinhada pela chuva que vem do seu céu,

em véus de neblina, no amor perfeito desse jardim,

firmando raízes no amor fecundo desse  nosso arranha-céu.

********

Feche a Porta

zelilsa camargo

 

Feche todas as portas
Delete tudo que chega a ti
Bloqueia minhas entradas
Esconda-se em teu mais sagrado templo.
Cale minha voz
Dilacera meus passos
Entrega-me ao caos do mundo
Faça o que quiseres
Bloquei todas as entradas
Uma só coisa você não poderá fazer
Findar o meu amor
Matar a esperança que trago n'alma
Sufocar meus ais
meus lamentos
meus gritos doidivanos
de uma loba que uiva na calada da madrugada
o seu amor incontido
que carrega longo tempo
e cada dia crescendo mais as suas raízes
fortalecendo sempre
e buscando na impossibilidade
a vivência e todo sentir
Mas o poeta sonha
vive na esperança de uma chegada
e nessa espera
sigo meu peregrinar
sempre a tua espera
minha grande amada
tão buscada em sonhos
e tão distante de mim
tão isolada desse amor
e se fecha a essa energia que emana a ti
por medo  de ser feliz.
Volte
Venha e receba esse amor que é teu
Que clama por ti em todos os momentos
que não sabe calar
pois calar
é morrer

Ato I. Cena 4: O salão de bailes
Romeu e seus amigos chegam no clímax da festa. Os convidados vêem Julieta dançando; Mercúrio, vendo que Romeu está hipnotizado por ela, decide distrair sua atenção. Tebaldo reconhece Romeu e ordena que deixe o salão, mas um Capuleto intervém e o acolhe como convidado em sua casa.
 
Tudo por amor... 
Paty Essinger
 
os pensamentos
seguem uma linha,
Longe do raciocínio
*******
Magia
Vilmar Pirituma
 
Não existindo
 se faz poema
 
Sendo versos
és magia
 
Sendo magia
és tema
 
És Lema
Mulher em poesia


Ato I. Cena 5: Fora da casa dos Capuleto
Enquanto os convidados deixam o salão, o Capuleto reprime Tebaldo por perseguir Romeu.
 
PIANO
Jorge Linhaça
 
 
No dedilhar do piano a doce melodia do amor
teus dedos longos e lindos a tocar a canção
a fazer fluir em mim a deliciosa emoção
do sentimento puro e avassalador
 
Nossos corações que bailam na melodia
imersos em profundo bem querer
Tornando tudo á nossa volta poesia
Fazendo o amor no peito florescer
 
E na verdadeira inspiração do sentimento
faz desabrochar no peito o doce alento
eternizando n'alma o doce momento
 
E no valsar dos corações apaixonados
explode a ode ao deus do amor
Em beijos trocados, apaixonados
*********
 TENTO, MAS NÃO CONSIGO
Cleide Canton

Muito embora eu te queira à distância
do meu olhar que não te busca mas te vê
não consigo derrubar esta constância
do teu vulto no meu sonho sem porquê.

Nada espero deste amor destemperado,
nem restolhos de carinho dividido
Não mais quero esse fantasma do passado
mergulhando no meu vôo decidido.

Eu te apago mas te encontro oscilante
entre nódoas como espuma flutuante
nas esquinas deste rumo que persigo,

e descarto o incerto que maltrata
 e te anulo no meu canto que retrata.
Mas te juro: esquecer-te não consigo!

Ato I. Cena 6: O balcão de Julieta
Sem conseguir dormir, Julieta fica em seu balcão pensando em Romeu, quando ele de repente aparece no jardim. Eles então confessam o amor que sentem um pelo outro.
 
Voz do Amor
elisasantos

Sua voz hoje soou aos meus ouvidos
Vibrando em todos os meus sentidos
Fez-se música... Que acalanto!
Alastrou-se em ondas que suaves

 Moveram águas transparentes
Do lago serenado em noite de luar
Onde fogueira ateada pela paixão
Lançou aos céus labaredas

 Vultos reluzentes, encontrando-se
Em dança enlaçados ...com sofreguidão
 Mergulhados no clarão da lua ,
Lançados  ao mar... estrelas...

... Que navegantes no mar tenebroso
 De desamores e desilusões
Ofuscaram as lágrimas, a tristeza
 a solidão
***********

Apenas os Anjos...

Zilca P. Tricerri 

 

Anoitece, eu aqui sozinha sem o

teu colo, para sonhar e amar...

 

O frio congela o meu peito, que

reclama dos versos de amor que

por horas sem fim,alimentou meu

ego apaixonado, a espera do anoitecer

onde sempre me rendi ao calor dos teus

 afagos, na magia da luz do luar...

Hoje sem a tua presença, a noite

 está fria, apenas os anjos, acalmam

 o meu coração que sempre te amou

e eternamente será teu!


Ato II. Cena 1: O mercado de Verona
Romeu só consegue pensar em Julieta e, vendo um cortejo de casamento passar, ele sonha no dia em que vai desposá-la. Enquanto isso, a ama de Julieta se espreme no meio da multidão para entregar uma carta para Romeu. Ele lê e recebe o "sim" de Julieta para o casamento.
 
Amor Proibido
Sonia Pallone

"...Entre quatro paredes viveu
Aquele insano amor proibido
Que passou,
Aconteceu,
Morreu...
Nem mesmo as
duras paredes
Testemunhas puderam ser
Porque tijolos não têm ouvidos
Tijolos não têm olhos
Tijolos não têm alma..."

 
************
 
 DEPOIS  
Wilson de Oliveira Carvalho

Duas vidas, dois destinos
unidos por uma quimera
se conheceram. se achegaram
e por capricho do destino, se amaram

Mas, depois do adeus
uma solidão infinita
uma dor profunda
uma lágrima maldita

Agora nada sobrou
até mesmo as coisas corriqueiras
como o soluço de um choro
a marcar o coração de um tolo

No refúgio que nos escondia
construído com tanto carinho
aquele mesmo de encontros maravilhosos
desabou sufocando gemidos fervorosos

Nosso céu pontilhado de estrelas hoje tão longe
nossas confidências, nossos segredos
tudo diluiu incluindo você e eu
no final, nem a lembrança restou, tudo morreu...


Ato II. Cena 2: A capela
Os amantes se casam secretamente com Frei Lourenço, que espera que assim se acabe a intriga entre os Motéquio e os Capuleto.
 

Se meu coração falasse

Arneyde T. Marcheschi

Ele logo lhe diria o quanto
te amo...te quero...te desejo ,
que vivo só pensando nos teus beijos
nessa loucura que é te amar.

Mas meu coração, não fala
ele apenas sonha...
e ao sonhar
sinto que afloram meus anseios
recordo nossos beijos sob o luar.

Nossos jantares a luz de velas
corpos dançando em suave
embriaguez...extase...languidez...
nossas promessas de amor eterno
juramentos,na praia sob o luar.

Sonhar com o amor, é sonhar com
você, acordando ao meu lado...
é querer acreditar, que você voltou
com sua graça....amor e ternura.

Voltou, por causa do nosso amor,
das nossas loucuras,e porque você
só agora entendeu, que nunca
deixou de me querer...
de me amar.

Mas meu coração não fala .
Ele somente acredita nos meus
sonhos, e nesse desejo ardente
de ter você sempre a meu lado ...
e nada ter, somente imaginar!

*************

falando com minha amada...
            josemir tadeu              
 
 
Justamente assim me sinto...
Feito pássaro bobo,
adejando por pontos finitos,
e não minto,
ouço em meu coração,
encantados gritos...
Como fossem vontades,
que desalheadas,
espargem-se pelos ares,
adentram-se pelos bares,
atravessam mares,
e longe dos azares,
pousam...
Na mansuetude silenciosa,
onde o sonho se faz dormir...
 
Por que não dizer,
se é mesmo assim?
 
Quando alumbrado,
hipnotizado,
caminho pela clarejada estrada,
que me possibilita,
de forma infinita,
sem percalços, sem nada,
estar voante,
falando com a minha amada...
 
josemir (ao longo...)
 

Ato II. Cena 3: O mercado de Verona
Interrompendo a farra, Tebaldo luta com Mercúrio e o mata. Romeu vinga-se da morte de seu amigo e é exilado.
 
Meu Amado!
Luli Coutinho

Cante uma canção de amor!
Envolva-me com teus falsetes
Confunda-me com teus gemidos
Misture os teus desejos aos meus.

Faze das estrelas, enfeites do nosso céu!
Transforme o amor em doce canto
Aqueça os afagos num forte orgasmo
Ao santuário deste amor doado.

Sinta os encantos tantos do meu corpo
Que se desfolhando em doce néctar
Desmaia em gozo agradecido
Na paz dos deuses enternecido.

Nesta noite orvalhada, imaculada!
Que tantas vezes sonhei ter
Seja o amado, o amante sonhado!
Meu eterno namorado.
*************

TEUS BEIJOS
lisieux
 
 
Teus beijos são poética esperança,
que embalam os meus sonhos noite adentro
e são o ponto máximo, o epicentro
do furacão que o corpo meu balança.
 
Teus beijos são a causa desses ais
que saem dos meus lábios bem baixinho,
que causam dentro em mim um burburinho
do qual eu não consigo fugir mais.
 
Teus beijos... responsáveis pela dor,
por não poder senti-los de verdade,
por não queimar meus lábios teu ardor...
 
Meus beijos -  incompletas melodias -
sem ti são sinfonias de saudade,
que orquestram a tristeza dos meus dias.

Ato III. Cena 1: O quarto
Na aurora de um novo dia, a agitação na casa dos Capuleto é muita, e Romeu deve ir embora. Ele abraça Julieta e parte no momento em que os pais de Julieta aparecem com Paris. Julieta recusa-se a casar com ele, e, magoado com sua recusa, ele a deixa. Os pais de Julieta se aborrecem e ameaçam deserdar a filha. Julieta vai ao encontro de Frei Lourenço.
 
 
A sustentável leveza do amor
Guida Linhares

O que é o amor senão um encantamento
que nos leva a transpor as bordas do tempo
e alça voo rumo as estrelas passageiras
quando a lua desponta forte em seu clarão?

 
O que é o amor senão um transbordamento
da alma que jazia adormecida e presa
vagando sózinha em cantos e becos vadios
a procura de sua outra parte perdida?

O que é o amor senão o acreditar que na vida
tudo pode acontecer sem que
nada se possa controlar
ou ao menos parar
para dar à razão uma escolha?

 O que é o amor senão uma sentinela
que nos carrega inteira ao vento
e nos sacode tal espiga de milho
e evoca toda a
profundidade do ser,
numa espera singela? 

 O que seria de nós sem este amor
que nos tira do cotidiano concreto
e nos faz levitar na asa do sonho
plenos e encantados
com a sua leveza?
****************
 
SERÁ APENAS POR AMOR
Marcial Salaverry
 
Será apenas por amor,
que sempre nos doaremos,
que ofensas esqueceremos...
Mas apenas por amor...
Por este amor que temos...
De dores alheias, nos compadecemos...
Se um sofre, juntos sofremos...
Mas é por este amor que temos...
Por causa deste amor,
embora tristes, sorrimos,
mais carinho, pedimos...
Mas é por causa deste amor...
É apenas por amor,
que a solidariedade praticamos,
sem reservas, ajudamos...
É apenas por amor...
Enfim, com amor no coração,
praticamos a solidariedade,
espalhando felicidade,
com muito amor e satisfação...
Quem realmente vive e ama,
da vida não reclama...
e seu amor sempre proclama...
Nada faz por obrigação...
Mas sim com prazer e satisfação...
Vamos amar HOJE, mas amar de verdade,
Sem qualquer contrariedade...
ao nosso amor, e à humanidade...
Sejamos felizes, simplesmente...
Apenas ame... não chore, não lamente...
Não perca do amor a beleza,
só por causa de uma tristeza...


Ato III. Cena 2: A capela
Julieta cai nos pés do frei e implora por sua ajuda. Ele lhe dá um frasco com uma poção que a fará dormir, de maneira que todos pensem que é morta. Seus pais, acreditando estar ela realmente moribunda, irão enterrá-la no mausoléu da família. Enquanto isso Romeu, avisado pelo Frei Lourenço, irá voltar à noite para buscá-la e juntos fugirem de Verona.
 
 
AMAR A CADA INSTANTE
 Mario Jorge

É preciso perdoar

Sentir as cores da natureza

Ser um rio transparente
 
Entender as diferenças
 
Desabrochar a paz
 
Buscar ser uma estrela
 
Reter as lágrimas da dor
 
Abraçar os sentimentos da fé
 
Acreditar em si mesmo
 
Caminhar sempre em frente
 
Sonhar com o seu amanhã
 
Abraçar tudo que é relevante
 
E amar a cada instante.
 
 
 
É preciso perdoar
 
Desvincular-se das incertezas
 
Conquistar a fragrância das rosas
 
Ser uma alma bondosa
 
Cantar como canta o boiadeiro
 
Abrigar-se sob os arvoredos
 
Navegar como um jangadeiro
 
Brilhar em parceria com o luar
 
Conceder ao mundo a certeza
 
Sorrir como o amanhecer
 
Enxergar o horizonte
 
Abraçar tudo que é relevante
 
E amar a cada instante.
***********
Rubro Crepúsculo
José Augusto Sapienza Ramos

Sentado na sala das muitas idades
Com a janela da alma para oeste
Um belo crepúsculo acontece
Trazendo às mãos inúmeras verdades

O astro não mais me aquece
O corpo esfria junto da noite
E a mesma nos olhos me escurece
Com branco da lua tomando a pele

E cerro minhas janelas da c'alma
Fitando o forte esplendor rubro,
Chama final do meu próprio crepúsculo,
Um esplendor de todo o meu amor

E nessa nova noite nada breve
De duas luas de Ismália, o fogo pereceu
E o corpo é uma branca e fria neve
Mas esta alma paira como uma pluma leve...

Ato III. Cena 3: O quarto
Esta noite, Julieta aceita que Paris a despose, mas na manhã seguinte, quando seus pais chegam com Paris, percebem que ela está morta.
 
poeto o amor
CALIXTO

Poeto o amor.
Não o único amor
Mas o amor maior
Maior que sofrimento
Menor que a dor
Que dele é a causa.

E nesse poetar
Sonhos a vagar.
Caminho sem chegar
Não sei a direção
Só sei o coração
Forte suplicar
**************
O NOSSO AMOR É UM SONHO
Wallace Pacheco

Me pego assim sem saudades
como se me fugisse a realidade
de um dia ter te conhecido
Me calo com versos sem inspiração
como se meu triste coração
quisesse ter te esquecido

Pode achar que eu deixei de te amar
que não sei mais admirar aquele lindo luar
não, não é isso que se passa no meu ser
Apenas vivo numa eterna agonia
na esperança de tê-la por apenas um dia
pra eu saber o que é realmente viver

Não penses que o meu amor esfriou
ou que tudo foi um vento que passou
quero que veja as flores que plantamos
O que tenho pra te dizer falo agora:
te amo mais do que há uma hora
e o nosso amor é tudo que sonhamos

Ato III. Cena 4: O mausoléu dos Capuleto
Romeu, não avisado pela mensagem do Frei, volta à Verona atordoado com a notícia da morte de sua amada. Disfarçado como um monge, ele entra no mausoléu e, vendo Paris sobre o corpo de Julieta, o mata. Acreditando que ela está morta, Romeu se envenena. Julieta acorda, e vendo seu Romeu sem vida, se suicida também com um punhal, pois não pode viver sem seu grande amor.
Invada-me
Angela Lara

Vem... chega depressa,
rouba minhas senhas,
invada-me inteira,
traga as correntes,
prenda-me para sempre
no teu castelo de sonhos,
atando os nós...
Quero abraçar-te sem demora,
ouvir todos os teus medos,
desenhar-te de carinhos,
entender os teus segredos,
ser a parte mais importante da tua história...
***********
Doce Encanto
Valter Figueira

Todo dia eu vou como um amante,
imaginando felicidade nas solitárias ruas,
solicitar a você, meu doce encanto,
um doce olhar que fácil me cativa.

A esperança não cessa, não morre,
surge da luz sobre as nebulosas,
chega em seguidas as cordas do coração,
produz doces orquídeas e vermelhas rosas.

Bendito esse amor infiltrado na alma,
Amor porém que infelicidade traz,
A outros que desconhecem o todo,
E que, em parte, sofrer lhe faz.

Meu doce encanto que na berlinda lastima,
Espere, pois, a felicidade está a caminho,
Rirá o riso da deusa que na ágora ensina,
Viverás a felicidade eterna sem espinho.
 
William Shakespeare (1564/1616), considerado a maior figura da literatura da Inglaterra. Além de compor poesias, foi com o gênero dramático que ele se tornou célebre e sua glória é consequência das inúmeras peças teatrais que escreveu.
Shakespeare baseou seu trabalho em reflexões sobre a vida humana, com muita força e imaginação poética. Misturava fantasia, delicadeza, crueldade e muito sangue e penetrava, com perfeição, nas profundezas dos sentimentos, conseguindo, com isso, encher de vida seus personagens.
 
Sempre Comigo
Anna Paes
 
A brisa fria da madrugada
arrepia meu corpo abandonado
O sol na carruagem da aurora
clareia meu quarto solitário
Desperto com a sensação
que tu, meu amado,
saistes de mim, com um sopro.
Feito Eros que deixava psique
ao amanhecer.
Tu me deixavas,
 aos primeiros raios solares.
Foi um sonho bom,
Uma ilusão fugaz
À luz neon
de minha imaginação
sentir nossos corpos entrelaçados,
um abraço que nos tornava um.
Bater unissono do coração
tu dentro de mim, eu dentro de ti
Numa dança incomum,
da vida, a celebraçao.
O suor dos nossos corpos
salgando nossos lábios
A vida explodindo em sons
e em pétalas de rosas.
Tu és minha inspiração
Por existires não sinto solidão,
nem frio,
aquecida que estou pelo calor
das labaredas desta paixão.
Espera-me
que vou ao teu encontro
Deusa-musa-mulher
ardente e pronta
para uma entrega absoluta,
para preencher todos os vazios,
para alimentar o teu cio
para compensar a tua luta.
Espera, amor, aquela
que sempre foi tua
que chegarei no raio de lua
entrarei pela tua janela
pondo um fim nesta espera.
*********
 
Casa
Tania Lemke
 
Procuro um canto seguro,
Um lugar sem muro
Onde viva em paz.
Separando joio de trigo,
Mero conhecido, de amigo,
Ter meu lar afinal.
Lá quero minha tribo receber,
Meu grande amor viver
E escrever meu livro.
Viver ali meu sossego,
Nas coisas ter pouco apego,
Ter tempo para aqui estar...
Quero uma vida sossegada,
Por meu menino, ser muito amada,
Ter muito tempo para beijar!
Pode ser aqui ou na praia,
Andar descalça e de saia,
Coisa incomum por aqui!
Quero voltar a curtir meus livros,
Cuidar das unhas, ser feminina,
Fêmea, mulher e menina...
Preciso achar meu lugar,
Tanto faz se comprar ou alugar...
 
O que importa,
O que realmente importa,
É que eu tenha tempo para o amor viver,
Possa voltar aos lírios e colher
Os frutos da paz, por qual sempre lutei!
**********
 
Pesquisas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Romeu_e_Julieta/
http://www.paralerepensar.com.br/shakespeare.htm
http://dennis_sc.ubbihp.com.br/pagina2.html
http://www.nao-til.com.br/nao-68/jorge2.htm
 
Edição TTNeves - Arte Rivkah